Curso de Graduação em Artes Cênicas
  • II Encontro de Práticas Culturais e das Artes de Matriz Africana – EPRACUAMA

    Publicado em 19/10/2018 às 15:50

    II Encontro de Práticas Culturais e das Artes de Matriz Africana – EPRACUAMA

     

    Com apoio do Fórum das Artes Negras da Cena – FANCA e 8° Maçã em Fatias

     

    De 20 A 26/10

     

    Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – Campus Trindade
    O II Encontro de Práticas Culturais e das Artes de Matriz Africana – EPRACUAMA objetiva ampliar os espaços acadêmicos para as epistemologias africanas e afrobrasileiras desta área, dando acesso aos seus conhecimentos e saberes.

    O evento pretende dar visibilidade a trabalhos e às/aos profissionais de diferentes áreas, promovendo caminhos efetivos para o esforço cotidiano de desconstrução do pensamento e do conhecimento colonial (nocivo a todos os povos), do racismo e das práticas de discriminação e exclusão, que criam violências interseccionadas.

    Desta maneira, o II EPRACUAMA vem valorizar as práticas culturais e as artes de matriz africana, bem como o trabalho das/os estudantes, professoras/es, artistas, mestras/es e todas/os aqueles envolvidos com a cultura tradicional e popular dessa matriz. O evento pretende, também, aplicar a Lei Federal 10.639/03 que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Africana e Afrobrasileira em todas as instâncias do ensino brasileiro.

    Seguindo a lógica necessária de nossas transições humanas, atuaremos a partir de uma perspectiva afrocentrada, que requer uma consciência atuante pela reconexão com nossos valores civilizatórios de África, da participação de todos os povos para o equilíbrio social e planetário. Trata-se de um espaço de UBUNTU, eu sou porque você é, onde também, procuraremos levantar demandas institucionais, sociais e encaminhamentos para que sigamos nos movendo, transformando e vivendo com mais Ombembwá (Paz).

     

     

    PROGRAMAÇÃO:
    20/10 e 21/10 (sábado e domingo)

    Residência Artística – Presenças Negras em Cena: Corpos e Sentidos– Compondo a programação do 8º Maçã em Fatias, mobilização e paralização de atividades do corpo discente do Curso de Artes Cênicas.

    13h às 19h – no Caixa Preta- Bloco D do CCE

    Proposta: Vivências individuais e coletivas pelo fazer musical e performances de preparação para as práticas cotidianas e artísticas.

    Artistas ministrantes: Roberta Lira e Mateus Aleluia
    Artistas convidadas/os
    Voz e Violão: Mateus Aleluia
    Voz e Cena: Roberta Lira
    Violão: Jylson Martins
    Percussão: Dário Cunha

    Público Participante: Coletivos, CA’s, discentes e docentes.

    A atividade é interna, voltada para formação da equipe de produção e colaboradores do II EPRACUAMA, para a qualificação e fortalecimento das atividades que serão oferecidas na programação.

     

    22/10 (segunda-feira)

    18h40 – Abertura oficial do II EPRACUAMA

    19h – Aula-Show Afro-Erudito com o músico Mateus Aleluia, ex-integrante do trio vocal Tincoãs


    Evento gratuito e aberto ao público. Retirada de senhas poderão ser feitas uma hora antes do evento. Sujeita à lotação do espaço.

     

    23/10 (terça-feira)

    19h – Canto e Riso Negros: Tecnologias de (Re) Existências que Transcendem e Nutrem Almas

    Artista ministrante: Roberta Lira
    Número de vagas: 40

    Evento gratuito

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, número do RG e do CPF.  As inscrições serão feitas por ondem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.

     

    24/10 (quarta-feira)

    18h30 – Vivência em Dança dos Orixás: Iyàgabà
    Artista ministrante: Professora Ana Paula Cardozo

    Sinopse: Ìyagbà (lê-se yaba) – palavra de origem Yorubá que significa mãe senhora e faz menção ao poder ancestral feminino. Ìyagbà é o trabalho desenvolvido por Ana Paula Cardozo Silva, que intenta desenvolver o conhecimento dos valores tradicionais da cultura yorubá através da dança e do canto, entendendo que o corpo é veículo de asé (força vital) e de informação ancestral. A vivência aborda a cultura afro-brasileira e do oeste africano através dos ritmos, dos cantos e das danças, com especial enfoque aos valores civilizatórios presentes nessa matriz cultural como a coletividade, o cooperativismo, a ludicidade, a circularidade, a corporeidade, a energia vital (axé), o respeito, a oralidade e a territorialidade.

    Número de vagas: 40

    Evento gratuito.

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, número do RG e do CPF.  As inscrições serão feitas por ondem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.
    25/10 (quinta-feira)

    19h – Espetáculo: Vô me esconde aqui!

    Sinopse: Chove torrencialmente! Curalina Fosfosol precisa se esconder da chuva. Entra num recinto e dá de cara com o público. Aproveita o momento para compartilhar suas emoções e se satisfazer com o prazer de contar histórias enquanto espera a chuva passar. Compartilha uma história de aventura e um amor nada convencional. Quando a chuva passa, se despede e continua sua jornada pela vida…

    19h 45min- Roda de conversa com o tema: Representatividade Negra e Descolonização por meio da Palhaçaria

    Atriz/palhaça: Drica Santos
    Direção: Karla Concá / As Marias da Graça
    Assistente de Direçaõ: Vera Ribeiro / As Marias da Graça
    Figurino: Nazareth de Medeiros
    Produção Executiva e técnica: Luciana Santos
    Projeto Gráfico: Daniel Olivetto

    Evento gratuito e aberto ao público. Retirada de senhas poderão ser feitas uma hora antes do evento. Sujeita à lotação do espaço.

     

    26/10 (sexta-feira)

    19h – Mesa Redonda – As Artes Negras da Cena e a Movimentação da Branquitude

    Convidadas:
    – Drica Santos – Atriz, palhaça e Professora Dra. (Teatro – UDESC)
    – Lia Schucman – Psicóloga e Professora Dra. (USP)
    – Roberta Lira – Cantora, atriz e Professora mestranda (PGET – UFSC)
    – Renata Lima – Psicóloga e mestranda (PPGP – UFSC)
    – Fátima Costa de Lima – Professora Dra (Teatro –UDESC)

    Número de vagas: 40

    Evento gratuito

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, número do RG e do CPF.  As inscrições serão feitas por ondem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.

     

    Realização e organização:  Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC, Kurima Bantu Mulheres Mudenpodiro.

    Organização: Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC, Kurima Bantu Mulheres Mudenpodiro e Coordenação do Curso de Artes Cênicas

    Equipe Kurima Bantu Mulheres e Coletivo Kurima 

    Coordenação Geral e Pedagógica: Roberta Lira

    Produção Executiva: Sandra Santos Costa e Mwewa Lwmbwe

    Produção: Alê Abreu e Amanda Duarte

     

    Apoio e organização FANCA:

    Consultoria e Pós-Produção Audiovisual: Profa. Dra. Clélia Mello

    Consultoria: Profa. Dra. Fátima Costa de Lima

    Apoio na Organização Geral: Profas. Dras. Débora Zamarioli, Priscila Genara e Roberta Lira

     

    Apoio: Coletivo Vozes de Zambi, 8° Maçã em Fatias, FANCA, Coordenação do Curso de Artes Cênicas, Projeto 10 Anos de Artes Cênicas, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – PGET, CCE, CFH, SINTUFSC, UFSB (BA), UFSC/Secarte Edital Pró-Cultura e Fórum dos Movimentos Estudantis Negros (FOMOVEN).


  • Assembléia Geral das Artes Cênicas – 20/10/2018 – 18h – Sala 403(Bloco Redondo)

    Publicado em 19/10/2018 às 15:16


  • Comunicado do Corpo Discente do Curso de Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina

    Publicado em 19/10/2018 às 14:14


  • Assembléia Geral das Artes Cênicas – 17/10/2018 – 18h – Sala 403(Bloco Redondo)

    Publicado em 17/10/2018 às 16:28


  • 8ª edição da Mostra Acadêmica de Artes Cênicas – MAÇÃ

    Publicado em 11/10/2018 às 14:28

    A 8ª edição da Mostra Acadêmica de Artes Cênicas – MAÇÃ está fatiada em vários dias para que tod@s nós possamos participar dessa dionisíaca.

    MÊS DE OUTUBRO DIAS:
    ~ 20 (14:00 – 20:00 H)
    ~ 21 (08:00 – 19:00 H)
    MÊS DE NOVEMBRO DIA:
    ~ 30 (14:00 – 22:00)
    MÊS DE DEZEMBRO DIAS:
    ~ 01 (14:00 – 20:00 H)
    ~ 02 (08:00 – 19:00 H)

    As inscrições estão abertas!!!! Pode ser espetáculo, oficina, show, stand up, bate cabelo, contação de histórias, performance e afins… pode tudo! Só não pode qualquer coisa

    https://goo.gl/forms/C1RFRB1Dq1H8VvSD3


  • Projeto 10 anos do Curso de Artes Cênicas da UFSC

    Publicado em 08/10/2018 às 18:16

    O projeto 10 anos do Curso de Artes Cênicas UFSC convida para a palestra “A Atual Cena Latino-Americana para além dos Grandes Eixos Geográficos”, com o Prof. Dr. Fernando Faria.

    Uma reflexão sobre territórios e fronteiras da ação cênica, estabelecendo um mapeamento de criações espetaculares atuais e tendo como cenário a América Latina, num âmbito fora dos grandes centros culturais. A compreensão da cultura e de outras formas de representação artística do continente, constituído por países e povos marcados por formações étnicas distintas, processos históricos assimétricos, formas desiguais de exercício de cidadania são alguns elementos investigados na proposta.

    Ministrante: Profº Fernando Faria

    Quando: 10/10 às 18:30

    Duração: 2 horas

    Local: sala 411, Bloco D, CCE

     

    Profª Drª Débora Zamarioli
    Departamento de Artes
    Coordenadora do Curso de Artes Cênicas
    Universidade Federal de Santa Catarina
    (48) 3721 2343
    http://artescenicas.grad.ufsc.br/

  • O projeto de extensão: Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas – Outubro de 2018

    Publicado em 08/10/2018 às 18:02
    O projeto de extensão: Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas apresenta a oficina: PRODUÇÃO CULTURAL: ESTRATÉGIAS PARA (RE)PENSAR OS DESAFIOS DO CENÁRIO ATUAL, ministrada por Olivia Dias (Produtora Cultural).
    Dias 22 e 23/10, das 14 h às 18 h, na sala 410 do bloco D do CCE.
    30 vagas (aberto ao público em geral).
    Inscrições gratuitas pelo e-mail: rafaelmarquesary@gmail.com ou pelo WhatsApp 48 99695-6275
    O encontro propõe uma abordagem de produção e gestão cultural que possa ser capaz de lidar com as dificuldades e desafios do cenário cultural atual, abordando diversos temas para quem trabalha na área da cultura, nos diversos segmentos. Tem como objetivo proporcionar um entendimento mais estratégico para desenvolver projetos e ações culturais, potencializando-os.
    Dentre os temas: o cenário atual da cultura no Brasil, mercado de trabalho, visão sistêmica da cadeia produtiva, da ideia ao projeto, viabilidade e sustentabilidade, os diferentes tipos de públicos, modelos de financiamento e mobilização criativa de recursos.
    PERSPECTIVAS PARA UMA CARREIRA NAS ARTES CÊNICAS
    O projeto tem como objetivo aproximar os alunos do curso de graduação em artes cênicas da realidade do mercado de trabalho. Há uma percepção de que a carreira em artes cênicas é difícil e o mercado, quase inexistente. Dessa forma, o projeto tem o intuito de abrir a discussão com a comunidade externa e interna sobre a necessidade de conhecer o que existe e criar o que for necessário para o crescimento desse mercado, propiciando para os formados uma possibilidade de carreira. Para tanto, vale lembrar que a carreira nas artes cênicas se configura como uma carreira de um profissional liberal, logo a criatividade não deve se limitar apenas ao campo da criação artística, deve estar presente também nas estratégias para viabilidade econômica.
    A cada mês, teremos uma nova atividade, fiquem atentos.

  • “Samuel Beckett e Tradução: teatro, prosa, música, corpo e performance” – 03/10 no Auditório Henrique Fontes

    Publicado em 24/09/2018 às 14:54
    Pós-graduação em Estudos da Tradução:
    “Samuel Beckett e Tradução: teatro, prosa, música, corpo e performance”

    Samuel Beckett


    DATA: 03/10/2018

    LOCAL: Auditório Henrique Fontes – CCE/Bloco B, Térreo – Universidade Federal de Santa Catarina

    PROGRAMAÇÃO

    HORÁRIO: 9h

     

    ABERTURA DO EVENTO

    Barry Tumelty, Cônsul-Geral da Irlanda em São Paulo

     

    “Nem Cila, nem Caríbdis: o drama beckettiano através das línguas”

    Prof. Dr. Fábio de Souza Andrade (USP)

    Resumo: Corroendo a sintaxe rumo ao simples e essencial, construindo a novidade a partir de uma estética dos resíduos – sejam os dos sentidos correntes e abalados das palavras, sejam os dos lugares comuns do literariamente hegemônico -, a língua beckettiana já nasce, desde a origem, destinada à tradução e à retradução, porque falha e imperfeita, no sentido etimológico e forte do termo. A hesitação beckettiana entre o inglês e o francês, neste cenário, longe de ameaça, trabalha a favor dos que se dirigem ao seu encontro.

     

    “Imagens de Beckett: criação, tradução”

    Dr.ª Ana Helena Souza (tradutora de Beckett)

    Resumo: A partir de uma escolha de imagens extraídas de textos em prosa de Samuel Beckett, pretende-se apontar algumas sutilezas da escrita do autor, seja ela bilíngue ou não. Nesse percurso, será possível também comentar e discutir o lugar em que seus tradutores se colocam.

     

    “Ping: tradução e performance sonora”

    Prof.ª Dr.ª Beatriz Kopschitz Bastos (UFSC)

    Resumo: Este trabalho tece um comentário sobre a área de Estudos Irlandeses no Brasil e a tese de Livre Docência da Professora Emérita da Universidade Federal Fluminense, Maria Helena Kopschitz: “Estes trapos de frase” (UFF, 1975). A tese discorre sobre Ping, de Samuel Beckett, e inclui uma tradução do texto. Haverá uma apresentação em áudio da performance sonora de Ping, em tradução de Maria Helena, produzida pela Cia Ludens para a exposição “É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros”, realizada em São Paulo, em 2012.

    MODERADORA: Prof.ª Dr.ª Alinne Fernandes (UFSC)

     

    HORÁRIO: 14h

     

    “Do escrito à voz e vice-versa”

    Prof.ª Dr.ª Annita Costa Malufe (PUC/SP) e Prof. Dr. Sílvio Ferraz (USP)

    Resumo: Parece que em Samuel Beckett “tudo é uma questão de voz” como se lê em O inominável. Mais e mais é o fluxo vocal que comanda uma literatura e uma dramaturgia que se queria assumidamente um desmonte das categorias tradicionais do drama e da narrativa. “Nada mais a expressar”, dizia Beckett, em sua busca por uma voz neutra, uma voz do próprio texto ou da própria linguagem. Voz que, no dizer de Blanchot, apenas “se” fala, não sendo mais a fala de um sujeito ou personagem. Qual é o som dessa voz? Como dar a ouvir a neutralidade e o ritmo dessa voz? Como expressar uma voz que nada expressa, nem ninguém? São essas traduzibilidades entre escrito e voz, e voz e escrito, que pretendemos explorar tendo em vista a performance vocal latente na obra beckettiana.

     

    Sinopse da performance: Annita Costa Malufe (voz e poemas) e SIlvio Ferraz (live-electronics + instrumentos)

    Poema-em-música

    poema-em-música: performance. voz + live-electronics. confronto entre a produção poética e a produção musical. escuta da musicalidade do texto. percursos de adensamentos, rarefações, pausas, acelerações, apaziguamentos, contrastes, balbucios, congelamentos. live-electronics + instrumentos: realce dos traços de musicalidade da linguagem e da voz. afetos e amálgamas. terreno híbrido. som. ritmo. fluxo vocal. samuel beckett – christophe tarkos – georges aperghis. percursos rítmicos da voz do texto.

     

    “Corpo instável: traduzindo em cena o corpo beckettiano”

    Prof. Me. Leonardo Samarino (UERJ)

    Resumo: A criação beckettiana é fruto de um itinerário de decomposição da linguagem, destinada a cada momento a fracassar. Como dar forma à oscilação e ao apagamento do traço, no processo de traduzir Beckett para o corpo?Como dar corpo àquilo que escapa continuamente, que está sempre em vias de se desfazer? Beckett fissura as conexões impostas da linguagem e torna porosa a blindagem que submete o corpo a rígidas formatações dos modos de sentir, fazer e, principalmente, ser.

     

    “Beckett e Joyce: pode entrar!”

    Prof. Dr. Vitor Amaral (UFF)

    Resumo: Dois dos irlandeses mais conhecidos da literatura do século XX, James Joyce (1882-1941) e Samuel Beckett (1906-1989) mantiveram por algum tempo uma relação intelectual importante, mas que seria abalada ainda no início da década de 1930 pelo amor não correspondido de Lucia Joyce pelo jovem escritor irlandês. Foi Beckett quem escreveu um dos primeiros textos críticos sobre “Work in Progress”, o ensaio “Dante… Bruno. Vico.. Joyce” (1929), e participou da tradução de “Anna Livia Plurabelle” para o francês (1931). Durante uma sessão na qual Joyce lhe ditava passagens do que viria a ser Finnegans Wake, Beckett não teria entendido que o “pode entrar!” dito por Joyce não deveria compor o texto da obra, mas que se tratava apenas de uma reação espontânea a uma batida à porta. Se isso é verdade, então Beckett escreveu uma parte de sua relação com o Finnegans Wake por meio de um mal-entendido que, mais do que anedótico, é revelador do método de composição de Joyce. Nesta fala, apresentaremos alguns fatos marcantes da relação Beckett-Joyce que podem ser importantes para o estudo de suas obras. Convidamos você, sem mal-entendido, a seguir-nos: pode entrar!

     

    MODERADOR: Prof. Dr. José Roberto Jose Roberto O’Shea (UFSC)

    Palestrantes: 

    Fábio de Souza Andrade é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, autor de Samuel Beckett: o silêncio possível, entre outros, e coordenador junto com Ana Helena Souza, do GP Estudos sobre Samuel Beckett. Do irlandês, traduziu e apresentou as peças Esperando Godot, Fim de Partida e Dias Felizes e os romances Murphy e Watt, todos editados pela Cosac Naify e em vias de reedição pela Companhia das Letras.

    Annita Costa Malufe é poeta e professora e vice-coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP. Doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp, publicou Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar (Annablume/ Fapesp, 2006) e Poéticas da imanência: Ana Cristina Cesar e Marcos Siscar (7Letras/ Fapesp, 2011). É autora de seis livros de poemas, dentre os quais Quando não estou por perto (7Letras/ Petrobras, 2012), e Um caderno para coisas práticas (7Letras, 2016).

    Ana Helena Souza é tradutora e doutora em Letras pela USP, com pós-doutorado em Estudos da Tradução pela PGET-UFSC. É autora do livro A tradução como um outro original (7Letras, 2006), que aborda a obra em prosa e a obra bilíngue de Samuel Beckett, centrando-se em Como é, tradução para o português de How it is/Comment c’ést. Além desse livro de Beckett, traduziu Molloy, Malone morre, O inominável e Companhia e outros textos. Coordena com Fábio de Souza Andrade o Grupo de Pesquisa Estudos sobre Samuel Beckett e é membro do Grupo Interinstitucional Poéticas do Estranhamento (GIPE).

    Beatriz Kopschitz Bastos é membro permanente da Pós-graduação em Inglês da UFSC. É Doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela USP e desenvolveu dois projetos de pós-doutorado na UFSC: “O teatro irlandês contemporâneo” e “A Irlanda no cinema: roteiros e contextos críticos”. Compõe a diretoria da IASIL – The International Association for the Study of Irish Literatures – e é produtora e dramaturgista da Cia Ludens, companhia teatral dedicada à produção de peças irlandesas. É coeditora/organizadora de: Ilha do Desterro – Contemporary Irish Theatre (2010); a série bilíngue Ireland on Film: Screenplays and Critical Contexts (2011-presente); Coleção Brian Friel (2013); e Coleção Tom Murphy (prevista para 2019).

    Silvio Ferraz é professor do curso de composição na USP. Entre 2002 e 2013 foi professor do departamento de música da UNICAMP. Desde 1985 participa ativamente dos principais festivais brasileiros de música contemporânea. É doutor em Comunicação e Semiótica, Livre Docente pela Universidade de Campinas, autor de Música e Repetição: aspectos da questão da diferença na música contemporânea (SP: Educ/ Fapesp, 1997), Livro das Sonoridades (Rio: 7 letras, 2004) e organizador de Notas-AtosGestos (Rio: 7 letras, 2007). Desenvolve projetos no campo da composição musical contemporânea, com ênfase no estudo das implicações do conceito de tempo na música do final do século XX e séc.XXI.

    Leonardo Samarino Lages é ator e diretor teatral. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF, graduado em Artes Cênicas pela UNIRIO e ator formado na centenária Escola de Teatro Martins Pena. Integrou o grupo de pesquisa Hanimais Hestranhos, cuja investigação artística foi sobre práticas de atuação a partir de “O Inominável” de Samuel Beckett. Em 2017, produziu o seminário “Em Cia de Samuel Beckett” no Teatro Sérgio Porto no RJ. Atualmente desenvolve pesquisa de doutorado em Artes pela UERJ sobre modos de presença e processos de subjetivação no teatro tardio de Beckett.

    Vitor Alevato do Amaral leciona Literaturas de Língua Inglesa no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal Fluminense (UFF). Suas principais linhas de pesquisa são Estudos Joycianos e Tradução Literária, com ênfase nas retraduções das obras de Joyce. Também é pesquisador afiliado ao Grupo de Estudos de tradução e Adaptação (ESTTRADA / FL / UFRJ), à Cátedra de Estudos Irlandeses William Butler Yeats (USP) e ao Núcleo de Estudos de Tradução e Criação (UFF). Acaba de criar, com Dirce Waltrick do Amarante, o grupo de pesquisa “Estudos Joycianos no Brasil”.


  • Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas

    Publicado em 13/09/2018 às 11:21
    O projeto de extensão: Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas apresenta sua segunda palestra, “Experiências na manutenção de uma companhia teatral”,  com o convidado: Willian Sieverdt (Coordenador e diretor artístico da Trip Teatro), dia 24.09.2018, 16 horas.
    Para saber mais, acesse: http://www.tripteatro.com.br/
    Endereço: Bloco D do CCE, sala 410.
    Entrada franca.
    O projeto tem como objetivo aproximar os alunos do curso de graduação em artes cênicas da realidade do mercado de trabalho. Há uma percepção de que a carreira em artes cênicas é difícil e o mercado, quase inexistente. Dessa forma, o projeto tem o intuito de abrir a discussão com a comunidade externa e interna sobre a necessidade de conhecer o que existe e criar o que for necessário para o crescimento desse mercado, propiciando para os formados uma possibilidade de carreira. Para tanto, vale lembrar que a carreira nas artes cênicas se configura como uma carreira de um profissional liberal, logo a criatividade não deve se limitar apenas ao campo da criação artística, deve estar presente também nas estratégias para viabilidade econômica.
    A cada mês, teremos uma nova atividade, fiquem atentos.

    Profa. Elisana De Carli
    Curso de Artes Cênicas
    Depto de Artes – ART
    Centro de Comunicação e Expressão – CCE
    Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

  • Folha de S.Paulo publica resenha sobre tradução autoral da professora Dirce Waltrick do Amarante

    Publicado em 13/09/2018 às 11:20

    A ensaísta, tradutora e escritora, professora do Curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Curso de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC, Dirce Waltrick do Amarante, recebeu nova resenha positiva do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 8 de setembropor sua tradução e organização do livro “Finnegans Wake (por um fio)”, de James Joyce. O livro é resultado de sua pesquisa de pós-doutorado, em Zurique e São Paulo, no ano de 2016. Dirce Waltrick é uma das principais pesquisadoras de James Joyce no Brasil, contendo, em sua bibliografia, diversos ensaios e traduções do autor. Em seu livro, a docente faz sínteses de cada capítulo, elegendo uma das infinitas linhas da obra-prima joyceana, passando-a para a língua portuguesa.

    A resenha sobre a tradução autoral é de Marcelo Tápia, poeta e professor da Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade de São Paulo (USP), e pode ser acessada no site. A obra de Dirce Waltrick também já foi capa do Caderno Pensar, do jornal O Estado de Minas, e prestigiada por resenhas do Estadão, que podem ser lidas aqui e neste link.

     

     

    Descrição do livro

    … por um fio, por dentro da linguagem noturna de Finnegans Wake, Dirce Waltrick do Amarante nos conduz até um fim. O resultado é a presente tradução autoral da última obra literária de James Joyce, publicada em 1939.

    Já que a circularidade do Wake impede que exista começo, meio ou fim, a tradutora encontrou a ponta do fio narrativo onde bem quis e largou-a onde bem entendeu. Ou não foi bem assim?

    Para esta tradução, entre as 628 páginas em que o livro de Joyce foi originalmente publicado em inglês (ou fineganês), DWA (Dirce Waltrick do Amarante) fixou-se em pontos de referência como ALP (Anna Livia Plurabelle) e HCE (Humphrey Chimpden Earwicker) – personagens que o leitor conhecerá assim que abandonar esta orelha e for direto ao ponto – além de menções a Giambasttista Vico e Lewis Carroll. Ela também selecionou alguns trechos do livro mais conhecidos dos leitores ou que primam pelo trabalho poético.

    Um dos méritos dessa retradução condensada do Wake é não ter a pretensão de recomeçar do zero. A tradutora, também estudiosa da obra de Joyce, dialoga francamente com John Cage, Ana Hatherly e com os irmãos Campos. Ela nos conta, ainda, que durante seu andarilhar tradutório valeu-se de pistas de outros estudiosos e tradutores. Nada mais ético.

    As obras de Joyce constantemente nos convidam a traduzir e pensar sobre tradução. Estudos sobre suas retraduções para as mais diversas línguas ajudaram não apenas a entender Joyce, mas também renderam importantes ideias sobre a própria tradução literária. Este Finnegans Wake (por um fio) é mais uma contribuição na mesma linha.

    Quanto ao título, tal é a riqueza de possibilidades contida em “Finnegans Wake” (atenção: sem apóstrofo!) que, ao não ter optado por solução já conhecida em português, Dirce Waltrick do Amarante não despertou o gigante do livro em lugar dos leitores, mas atribuiu a nós a liberdade de fazê-lo.

    Vamos então ler este pequeno Wake de fio a pavio, fiando-se no trabalho da tradutora-autora, que nos apresenta um fio narrativo, mas dando a entender, nos entrefios, que em Joyce nossa leitura está sempre…

    Vitor Alevato do Amaral

    Publicação Original: https://noticias.ufsc.br/2018/09/folha-de-s-paulo-publica-resenha-sobre-traducao-autoral-de-professora-da-ufsc/