Curso de Graduação em Artes Cênicas
  • Atividades no Bloco D suspensas nos dias 27/10 e 28/10.

    Publicado em 26/10/2018 às 16:45

    Informamos que as atividades no Bloco D do CCE estão suspensas nos dias 27/10 e 28/10, devido a mobilização da segurança do Campus e das portarias para atender à realização do Teste de Habilidades Especificas do Vestibular 2019 e ao Segundo Turno das Eleições.

     


  • LEITURA GRÁTIS DA CONSTITUIÇÃO!

    Publicado em 24/10/2018 às 16:56

    LEITURA GRÁTIS DA CONSTITUIÇÃO!Ao lado dos Correios, das 9h as 22h!#leituragratisdaconstituicao

    Publicado por Artes Cênicas UFSC em Quarta-feira, 24 de outubro de 2018


  • II Encontro de Práticas Culturais e das Artes de Matriz Africana – EPRACUAMA

    Publicado em 19/10/2018 às 15:50

    II Encontro de Práticas Culturais e das Artes de Matriz Africana – EPRACUAMA

    O EPRACUAMA foi idealizado e é realizado pelo Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC e a Kurima Bantu Mulheres MUDEMPODIRO e tem o apoio do Fórum das Artes Negras da Cena – FANCA, da coordenação de Artes Cênicas, vai acontecer junto ao 8° Maçã em Fatias e faz parte das atividades dos 10 anos se Artes Cênicas.

    O EPRACUAMA teve sua 1ª edição realizada em 2016, no período da ocupação das universidades e tem o intuito de promover a ampliação de espaços para práticas culturais e das artes de matrizes africanas, ainda pouco presentes no meio universitário brasileiro e praticamente ausente nos cursos da área na UFSC. O encontro gerou encaminhamentos diversos e a urgente necessidade da implementação de disciplinas específicas na área das artes da UFSC, bem como a inserção de conteúdos nas disciplinas dos cursos, com ensino consciente e qualificado. O que culminou em ações, novas parceria com o coletivo e a entidade e mulheres realizadoras, a criação do FANCA e de seu ciclo de formações, ao processo de implementação em curso da disciplina de Artes Negras da Cena, a inspiração e interesse de outros cursos e uma maior união e efetivação desta proposta.

    Esta 2a edição do EPRCUAMA, objetiva dar acesso a aprendizagens, trocas, produção e discussões sobre cultura e arte negras, tornando presentes no espaço acadêmico as epistemologias africanas e afrobrasileiras desta área.
    O EPRACUAMA pretende colaborar com uma formação mais ampla e democrática, sendo uma ação voluntária do coletivo de estudantes negras e negros e entidade de mulheres negras que vêm, há anos, aplicando, por meio da educação, arte e cultura, a Lei Federal 10.639/03 que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Africana e Afrobrasileira. Lei Federal que existente há 15 anos, mas que tendo sua aplicação negligenciada no espaço acadêmico, devido a presença ostensiva do racismo institucional, precisa dos esforços de frentes pontuais para que seja efetivada.

    O evento pretende dar visibilidade à diversidade epistemológica existente em nosso país e no mundo, para que com o conhecimento e informação tenhamos uma formação realmente qualificada, humana, crítica e ética que nos impulsione a superar o racismo estruturado em nossa sociedade e a desconstruir o pensamento colonial (nocivo a todos os povos), bem como as práticas de discriminação e exclusão, que criam violências e preconceitos interseccionados.

    Seguindo a lógica necessária de nossas transições humanas, atuaremos a partir de uma perspectiva afrocentrada, que requer uma consciência atuante pela reconexão com nossos valores civilizatórios de África, da participação de todos os povos para o equilíbrio social e planetário. Trata-se de um espaço de UBUNTU (eu sou porque você é), onde também, procuraremos levantar demandas e encaminhamentos para que sigamos nos movendo, transformando e vivendo com mais Ombembwá (Paz).

    PROGRAMAÇÃO:

    20/10 e 21/10 (sábado e domingo)

    Residência Artística – Presenças Negras em Cena: Corpos e Sentidos- Compondo também a programação do 8º Maçã em Fatias
    13h às 19h – no Caixa Preta- Bloco D do CCE

    Proposta: Vivências individuais e coletivas pelo fazer musical e performances de preparação para as práticas cotidianas e artísticas.

    Artistas ministrantes: Roberta Lira e Mateus Aleluia

    Artistas convidadas/os
    Voz e Violão: Mateus Aleluia
    Voz e Cena: Roberta Lira
    Violão: Jylson Martins
    Percussão: Dário Cunha
    Público Participante: Coletivos, CA’s, discentes e docentes.

    *A atividade é interna, voltada para formação da equipe de produção e colaboradores do II EPRACUAMA, para a qualificação e fortalecimento das atividades que serão oferecidas na programação.

    22/10 (segunda-feira)

    18h40 – Abertura oficial do II EPRACUAMA
    19h – Aula-Show Afro-Erudita com o músico Mateus Aleluia.

    Mateus Aleluia é brasileiro natural de Cachoeira, na Bahia, compositor, cantor e instrumentista. É remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs” onde, juntamente com Dadinho (criadores do perfil artístico ideológico dos Tincoãs), passou a exteriorizar, a partir de 1963, o sentimento ancestral que temperou o perfil cultural do Recôncavo baiano e, em particular, da cidade de Cachoeira, com o lançamento de 5 LPs e 4 compactos. A partir de 1983, passa a viver em Angola, onde desenvolveu um projeto de pesquisa cultural para a Secretaria de Estado da Cultura de Angola, retornando ao Brasil em 2006. Em 2010, lança seu primeiro disco solo, “Cinco Sentidos”, produzido pelo selo Garimpo e patrocinado pela Petrobrás. É autor, junto com Carlinhos Brown, da canção “Maimbê Dandá”.

    Evento gratuito e aberto ao público. Retirada de senhas poderão ser feitas uma hora antes do evento. Sujeita à lotação do espaço.

    23/10 (terça-feira)
    19h – Cantos Negros: Tecnologias de (Re)Existências que Alimentam e Nutrem Almas

    Ementa: Na oficina serão trabalhados alguns caminhos de experimentações com o canto e as relações entre a presença corporal, a atmosferas internas e externas e os diversos elementos que sensibilizam, alimentam e nutrem a alma por meio das sonoridades de matriz africana. Experimentos entre práticas de consciência corporal e performance, em uma proposta de imersão coletiva com os cantos negros, identificados pela pesquisadora como tecnologias de (re) existência em seu diferentes processo em desenvolvimento que fazem parte dos trabalhos de pesquisas de cantora, atriz e produtora cultural Roberta Lira. Facilitando as reflexões sobre existência, valores ancestrais e a busca de caminhos de (re)sistência à violência colonial contemporânea, para sua superação, harmonização individual e coletiva.

    Artista ministrante: Roberta Lira
    Número de vagas: 40
    Evento gratuito.

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, telefone, número do RG e do CPF. As inscrições serão feitas por ordem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.

    24/10 (quarta-feira)

    18h30 – Vivência em Dança dos Orixás: Iyàgabà

    Artista ministrante: Professora Ana Paula Cardozo

    Sinopse: Ìyagbà (lê-se yaba) – palavra de origem Yorubá que significa mãe senhora e faz menção ao poder ancestral feminino. Ìyagbà é o trabalho desenvolvido por Ana Paula Cardozo Silva, que intenta desenvolver o conhecimento dos valores tradicionais da cultura yorubá através da dança e do canto, entendendo que o corpo é veículo de asé (força vital) e de informação ancestral. A vivência aborda a cultura afro-brasileira e do oeste africano através dos ritmos, dos cantos e das danças, com especial enfoque aos valores civilizatórios presentes nessa matriz cultural como a coletividade, o cooperativismo, a ludicidade, a circularidade, a corporeidade, a energia vital (axé), o respeito, a oralidade e a territorialidade.

    Número de vagas: 40
    Evento gratuito.

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, telefone, número do RG e do CPF. As inscrições serão feitas por ordem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.

    25/10 (quinta-feira)

    19h – Espetáculo: Vô me esconde aqui!
    Sinopse: Chove torrencialmente! Curalina Fosfosol precisa se esconder da chuva. Entra num recinto e dá de cara com o público. Aproveita o momento para compartilhar suas emoções e se satisfazer com o prazer de contar histórias enquanto espera a chuva passar. Compartilha uma história de aventura e um amor nada convencional. Quando a chuva passa, se despede e continua sua jornada pela vida…

    19h 45min- Roda de conversa com o tema: Representatividade Negra e Descolonização por meio da Palhaçaria

    Atriz/palhaça: Drica Santos
    Direção: Karla Concá / As Marias da Graça
    Assistente de Direçaõ: Vera Ribeiro / As Marias da Graça
    Figurino: Nazareth de Medeiros
    Produção Executiva e técnica: Luciana Santos
    Projeto Gráfico: Daniel Olivetto

    Evento gratuito e aberto ao público. Retirada de senhas poderão ser feitas uma hora antes do evento. Sujeita à lotação do espaço.

    26/10 (sexta-feira)

    19h – Mesa Redonda – As Artes Negras da Cena e a Movimentação da Branquitude

    Convidadas:
    – Drica Santos – Atriz, palhaça e Professora Dra. (Teatro – UDESC)
    – Lia Schucman – Psicóloga e Professora Dra. (USP)
    – Roberta Lira – Cantora, atriz e Professora mestranda (PGET – UFSC)
    – Renata Lima – Psicóloga e mestranda (PPGP – UFSC)
    – Fátima Costa de Lima – Professora Dra (Teatro –UDESC)
    – Fabrício Herique Meneghelli Cassilhas (Feibriss) – Tradutora de histórias e professora, doutoranda (PGET – UFSC)

     

    Número de vagas: 40
    Evento gratuito.

    A solicitação de inscrição deverá ser enviada para o email epracuama2018@gmail.com informando no assunto o nome da atividade e, no corpo da mensagem, nome completo, idade, telefone, número do RG e do CPF. As inscrições serão feitas por ordem de chegada dos pedidos e a produção enviará um email confirmando a participação.

    Realização: Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC e Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro.

    Idealização, Coordenação Geral e Pedagógica do EPRACUAMA: Artista, Profa. e Mestranda da PGET(UFSC) Roberta Lira

    Organização: Coletivo Vozes de Zambi, Coordenação de Artes Cênicas, Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC e Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro.

    Equipe Kurima Bantu Mulheres e Coletivo Kurima:

    Coordenação Geral e Pedagógica do EPRACUAMA: Roberta Lira
    Produção Executiva: Sandra Santos Costa e Mwewa Lwmbwe
    Produção: Alê Abreu e Amanda Duarte
    Realização: Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC e Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro.

    Organização: Coletivo Vozes de Zambi e Coordenação de Artes Cênicas, Coletivo Kurima – Estudantes Negras e Negros da UFSC e Kurima Bantu Mulheres Mudempodiro.

    Equipe Kurima Bantu Mulheres e Coletivo Kurima:

    Coordenação Geral e Pedagógica do EPRACUAMA: Roberta Lira
    Produção Executiva: Sandra Santos Costa e Mwewa Lwmbwe
    Produção: Alê Abreu, Amanda Duarte e

    Apoio organização FANCA:
    Consultoria e Pós-Produção Audiovisual: Profa. Dra.Clélia Mello (UFSC)
    Consultoria: Profa. Dra. Fátima Costa de Lima(UDESC)
    Organização Geral: Profas. Dras. Débora Zamarioli, Priscila Genara e Profa. Mestranda da PGET Roberta Lira (UFSC)

    Apoio:
    Coletivo Vozes de Zambi, 8° Maçã em Fatias, FANCA, Coordenação do Curso de Artes Cênicas, Projeto 10 Anos de Artes Cênicas, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – PGET, CCE, CFH, SINTUFSC, Secarte/ Edital Pró-Cultura e Fórum dos Movimentos Estudantis Negros (FOMOVEN).


  • Assembléia Geral das Artes Cênicas – 20/10/2018 – 18h – Sala 403(Bloco Redondo)

    Publicado em 19/10/2018 às 15:16


  • Comunicado do Corpo Discente do Curso de Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina

    Publicado em 19/10/2018 às 14:14


  • Assembléia Geral das Artes Cênicas – 17/10/2018 – 18h – Sala 403(Bloco Redondo)

    Publicado em 17/10/2018 às 16:28


  • 8ª edição da Mostra Acadêmica de Artes Cênicas – MAÇÃ

    Publicado em 11/10/2018 às 14:28

    A 8ª edição da Mostra Acadêmica de Artes Cênicas – MAÇÃ está fatiada em vários dias para que tod@s nós possamos participar dessa dionisíaca.

    MÊS DE OUTUBRO DIAS:
    ~ 20 (14:00 – 20:00 H)
    ~ 21 (08:00 – 19:00 H)
    MÊS DE NOVEMBRO DIA:
    ~ 30 (14:00 – 22:00)
    MÊS DE DEZEMBRO DIAS:
    ~ 01 (14:00 – 20:00 H)
    ~ 02 (08:00 – 19:00 H)

    As inscrições estão abertas!!!! Pode ser espetáculo, oficina, show, stand up, bate cabelo, contação de histórias, performance e afins… pode tudo! Só não pode qualquer coisa

    https://goo.gl/forms/C1RFRB1Dq1H8VvSD3


  • Projeto 10 anos do Curso de Artes Cênicas da UFSC

    Publicado em 08/10/2018 às 18:16

    O projeto 10 anos do Curso de Artes Cênicas UFSC convida para a palestra “A Atual Cena Latino-Americana para além dos Grandes Eixos Geográficos”, com o Prof. Dr. Fernando Faria.

    Uma reflexão sobre territórios e fronteiras da ação cênica, estabelecendo um mapeamento de criações espetaculares atuais e tendo como cenário a América Latina, num âmbito fora dos grandes centros culturais. A compreensão da cultura e de outras formas de representação artística do continente, constituído por países e povos marcados por formações étnicas distintas, processos históricos assimétricos, formas desiguais de exercício de cidadania são alguns elementos investigados na proposta.

    Ministrante: Profº Fernando Faria

    Quando: 10/10 às 18:30

    Duração: 2 horas

    Local: sala 411, Bloco D, CCE

     

    Profª Drª Débora Zamarioli
    Departamento de Artes
    Coordenadora do Curso de Artes Cênicas
    Universidade Federal de Santa Catarina
    (48) 3721 2343
    http://artescenicas.grad.ufsc.br/

  • O projeto de extensão: Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas – Outubro de 2018

    Publicado em 08/10/2018 às 18:02
    O projeto de extensão: Perspectivas para uma carreira nas Artes Cênicas apresenta a oficina: PRODUÇÃO CULTURAL: ESTRATÉGIAS PARA (RE)PENSAR OS DESAFIOS DO CENÁRIO ATUAL, ministrada por Olivia Dias (Produtora Cultural).
    Dias 22 e 23/10, das 14 h às 18 h, na sala 410 do bloco D do CCE.
    30 vagas (aberto ao público em geral).
    Inscrições gratuitas pelo e-mail: rafaelmarquesary@gmail.com ou pelo WhatsApp 48 99695-6275
    O encontro propõe uma abordagem de produção e gestão cultural que possa ser capaz de lidar com as dificuldades e desafios do cenário cultural atual, abordando diversos temas para quem trabalha na área da cultura, nos diversos segmentos. Tem como objetivo proporcionar um entendimento mais estratégico para desenvolver projetos e ações culturais, potencializando-os.
    Dentre os temas: o cenário atual da cultura no Brasil, mercado de trabalho, visão sistêmica da cadeia produtiva, da ideia ao projeto, viabilidade e sustentabilidade, os diferentes tipos de públicos, modelos de financiamento e mobilização criativa de recursos.
    PERSPECTIVAS PARA UMA CARREIRA NAS ARTES CÊNICAS
    O projeto tem como objetivo aproximar os alunos do curso de graduação em artes cênicas da realidade do mercado de trabalho. Há uma percepção de que a carreira em artes cênicas é difícil e o mercado, quase inexistente. Dessa forma, o projeto tem o intuito de abrir a discussão com a comunidade externa e interna sobre a necessidade de conhecer o que existe e criar o que for necessário para o crescimento desse mercado, propiciando para os formados uma possibilidade de carreira. Para tanto, vale lembrar que a carreira nas artes cênicas se configura como uma carreira de um profissional liberal, logo a criatividade não deve se limitar apenas ao campo da criação artística, deve estar presente também nas estratégias para viabilidade econômica.
    A cada mês, teremos uma nova atividade, fiquem atentos.

  • “Samuel Beckett e Tradução: teatro, prosa, música, corpo e performance” – 03/10 no Auditório Henrique Fontes

    Publicado em 24/09/2018 às 14:54
    Pós-graduação em Estudos da Tradução:
    “Samuel Beckett e Tradução: teatro, prosa, música, corpo e performance”

    Samuel Beckett


    DATA: 03/10/2018

    LOCAL: Auditório Henrique Fontes – CCE/Bloco B, Térreo – Universidade Federal de Santa Catarina

    PROGRAMAÇÃO

    HORÁRIO: 9h

     

    ABERTURA DO EVENTO

    Barry Tumelty, Cônsul-Geral da Irlanda em São Paulo

     

    “Nem Cila, nem Caríbdis: o drama beckettiano através das línguas”

    Prof. Dr. Fábio de Souza Andrade (USP)

    Resumo: Corroendo a sintaxe rumo ao simples e essencial, construindo a novidade a partir de uma estética dos resíduos – sejam os dos sentidos correntes e abalados das palavras, sejam os dos lugares comuns do literariamente hegemônico -, a língua beckettiana já nasce, desde a origem, destinada à tradução e à retradução, porque falha e imperfeita, no sentido etimológico e forte do termo. A hesitação beckettiana entre o inglês e o francês, neste cenário, longe de ameaça, trabalha a favor dos que se dirigem ao seu encontro.

     

    “Imagens de Beckett: criação, tradução”

    Dr.ª Ana Helena Souza (tradutora de Beckett)

    Resumo: A partir de uma escolha de imagens extraídas de textos em prosa de Samuel Beckett, pretende-se apontar algumas sutilezas da escrita do autor, seja ela bilíngue ou não. Nesse percurso, será possível também comentar e discutir o lugar em que seus tradutores se colocam.

     

    “Ping: tradução e performance sonora”

    Prof.ª Dr.ª Beatriz Kopschitz Bastos (UFSC)

    Resumo: Este trabalho tece um comentário sobre a área de Estudos Irlandeses no Brasil e a tese de Livre Docência da Professora Emérita da Universidade Federal Fluminense, Maria Helena Kopschitz: “Estes trapos de frase” (UFF, 1975). A tese discorre sobre Ping, de Samuel Beckett, e inclui uma tradução do texto. Haverá uma apresentação em áudio da performance sonora de Ping, em tradução de Maria Helena, produzida pela Cia Ludens para a exposição “É preciso confrontar as imagens vagas com os gestos claros”, realizada em São Paulo, em 2012.

    MODERADORA: Prof.ª Dr.ª Alinne Fernandes (UFSC)

     

    HORÁRIO: 14h

     

    “Do escrito à voz e vice-versa”

    Prof.ª Dr.ª Annita Costa Malufe (PUC/SP) e Prof. Dr. Sílvio Ferraz (USP)

    Resumo: Parece que em Samuel Beckett “tudo é uma questão de voz” como se lê em O inominável. Mais e mais é o fluxo vocal que comanda uma literatura e uma dramaturgia que se queria assumidamente um desmonte das categorias tradicionais do drama e da narrativa. “Nada mais a expressar”, dizia Beckett, em sua busca por uma voz neutra, uma voz do próprio texto ou da própria linguagem. Voz que, no dizer de Blanchot, apenas “se” fala, não sendo mais a fala de um sujeito ou personagem. Qual é o som dessa voz? Como dar a ouvir a neutralidade e o ritmo dessa voz? Como expressar uma voz que nada expressa, nem ninguém? São essas traduzibilidades entre escrito e voz, e voz e escrito, que pretendemos explorar tendo em vista a performance vocal latente na obra beckettiana.

     

    Sinopse da performance: Annita Costa Malufe (voz e poemas) e SIlvio Ferraz (live-electronics + instrumentos)

    Poema-em-música

    poema-em-música: performance. voz + live-electronics. confronto entre a produção poética e a produção musical. escuta da musicalidade do texto. percursos de adensamentos, rarefações, pausas, acelerações, apaziguamentos, contrastes, balbucios, congelamentos. live-electronics + instrumentos: realce dos traços de musicalidade da linguagem e da voz. afetos e amálgamas. terreno híbrido. som. ritmo. fluxo vocal. samuel beckett – christophe tarkos – georges aperghis. percursos rítmicos da voz do texto.

     

    “Corpo instável: traduzindo em cena o corpo beckettiano”

    Prof. Me. Leonardo Samarino (UERJ)

    Resumo: A criação beckettiana é fruto de um itinerário de decomposição da linguagem, destinada a cada momento a fracassar. Como dar forma à oscilação e ao apagamento do traço, no processo de traduzir Beckett para o corpo?Como dar corpo àquilo que escapa continuamente, que está sempre em vias de se desfazer? Beckett fissura as conexões impostas da linguagem e torna porosa a blindagem que submete o corpo a rígidas formatações dos modos de sentir, fazer e, principalmente, ser.

     

    “Beckett e Joyce: pode entrar!”

    Prof. Dr. Vitor Amaral (UFF)

    Resumo: Dois dos irlandeses mais conhecidos da literatura do século XX, James Joyce (1882-1941) e Samuel Beckett (1906-1989) mantiveram por algum tempo uma relação intelectual importante, mas que seria abalada ainda no início da década de 1930 pelo amor não correspondido de Lucia Joyce pelo jovem escritor irlandês. Foi Beckett quem escreveu um dos primeiros textos críticos sobre “Work in Progress”, o ensaio “Dante… Bruno. Vico.. Joyce” (1929), e participou da tradução de “Anna Livia Plurabelle” para o francês (1931). Durante uma sessão na qual Joyce lhe ditava passagens do que viria a ser Finnegans Wake, Beckett não teria entendido que o “pode entrar!” dito por Joyce não deveria compor o texto da obra, mas que se tratava apenas de uma reação espontânea a uma batida à porta. Se isso é verdade, então Beckett escreveu uma parte de sua relação com o Finnegans Wake por meio de um mal-entendido que, mais do que anedótico, é revelador do método de composição de Joyce. Nesta fala, apresentaremos alguns fatos marcantes da relação Beckett-Joyce que podem ser importantes para o estudo de suas obras. Convidamos você, sem mal-entendido, a seguir-nos: pode entrar!

     

    MODERADOR: Prof. Dr. José Roberto Jose Roberto O’Shea (UFSC)

    Palestrantes: 

    Fábio de Souza Andrade é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, autor de Samuel Beckett: o silêncio possível, entre outros, e coordenador junto com Ana Helena Souza, do GP Estudos sobre Samuel Beckett. Do irlandês, traduziu e apresentou as peças Esperando Godot, Fim de Partida e Dias Felizes e os romances Murphy e Watt, todos editados pela Cosac Naify e em vias de reedição pela Companhia das Letras.

    Annita Costa Malufe é poeta e professora e vice-coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP. Doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp, publicou Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar (Annablume/ Fapesp, 2006) e Poéticas da imanência: Ana Cristina Cesar e Marcos Siscar (7Letras/ Fapesp, 2011). É autora de seis livros de poemas, dentre os quais Quando não estou por perto (7Letras/ Petrobras, 2012), e Um caderno para coisas práticas (7Letras, 2016).

    Ana Helena Souza é tradutora e doutora em Letras pela USP, com pós-doutorado em Estudos da Tradução pela PGET-UFSC. É autora do livro A tradução como um outro original (7Letras, 2006), que aborda a obra em prosa e a obra bilíngue de Samuel Beckett, centrando-se em Como é, tradução para o português de How it is/Comment c’ést. Além desse livro de Beckett, traduziu Molloy, Malone morre, O inominável e Companhia e outros textos. Coordena com Fábio de Souza Andrade o Grupo de Pesquisa Estudos sobre Samuel Beckett e é membro do Grupo Interinstitucional Poéticas do Estranhamento (GIPE).

    Beatriz Kopschitz Bastos é membro permanente da Pós-graduação em Inglês da UFSC. É Doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela USP e desenvolveu dois projetos de pós-doutorado na UFSC: “O teatro irlandês contemporâneo” e “A Irlanda no cinema: roteiros e contextos críticos”. Compõe a diretoria da IASIL – The International Association for the Study of Irish Literatures – e é produtora e dramaturgista da Cia Ludens, companhia teatral dedicada à produção de peças irlandesas. É coeditora/organizadora de: Ilha do Desterro – Contemporary Irish Theatre (2010); a série bilíngue Ireland on Film: Screenplays and Critical Contexts (2011-presente); Coleção Brian Friel (2013); e Coleção Tom Murphy (prevista para 2019).

    Silvio Ferraz é professor do curso de composição na USP. Entre 2002 e 2013 foi professor do departamento de música da UNICAMP. Desde 1985 participa ativamente dos principais festivais brasileiros de música contemporânea. É doutor em Comunicação e Semiótica, Livre Docente pela Universidade de Campinas, autor de Música e Repetição: aspectos da questão da diferença na música contemporânea (SP: Educ/ Fapesp, 1997), Livro das Sonoridades (Rio: 7 letras, 2004) e organizador de Notas-AtosGestos (Rio: 7 letras, 2007). Desenvolve projetos no campo da composição musical contemporânea, com ênfase no estudo das implicações do conceito de tempo na música do final do século XX e séc.XXI.

    Leonardo Samarino Lages é ator e diretor teatral. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF, graduado em Artes Cênicas pela UNIRIO e ator formado na centenária Escola de Teatro Martins Pena. Integrou o grupo de pesquisa Hanimais Hestranhos, cuja investigação artística foi sobre práticas de atuação a partir de “O Inominável” de Samuel Beckett. Em 2017, produziu o seminário “Em Cia de Samuel Beckett” no Teatro Sérgio Porto no RJ. Atualmente desenvolve pesquisa de doutorado em Artes pela UERJ sobre modos de presença e processos de subjetivação no teatro tardio de Beckett.

    Vitor Alevato do Amaral leciona Literaturas de Língua Inglesa no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal Fluminense (UFF). Suas principais linhas de pesquisa são Estudos Joycianos e Tradução Literária, com ênfase nas retraduções das obras de Joyce. Também é pesquisador afiliado ao Grupo de Estudos de tradução e Adaptação (ESTTRADA / FL / UFRJ), à Cátedra de Estudos Irlandeses William Butler Yeats (USP) e ao Núcleo de Estudos de Tradução e Criação (UFF). Acaba de criar, com Dirce Waltrick do Amarante, o grupo de pesquisa “Estudos Joycianos no Brasil”.